Resistência de sócio: lidando com os problemas da empresa

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A empresa está com problemas, uma das partes quer resolver, mas há resistência de um sócio. Tem algumas coisas acontecendo que não estão legal nela e não estão do jeito que deveria ser. Não estamos tendo o resultado que deveríamos ter. Mas meu sócio, minha sócia, não quer mudar nada, quer deixar tudo como está. O que é que eu posso fazer? 

Resistência de sócio
Fonte da imagem Canva Pro

Essa é uma pergunta que eu recebo com uma frequência enorme, a respeito de resistência de sócio: sócio que não aceita fazer mudança. Para ele, está bom do jeito que está. É aquela velha história de que em time que está ganhando não se mexe. Tem muito empresário que pensa assim. Às vezes um quer evoluir e o outro acaba estacionado, não querendo mexer em nada. O que é que dá para fazer nesses casos? Vamos lá. 

A responsabilidade no conflito com resistência de sócio

Questão de sociedade é uma questão de responsabilidade. O sócio de uma empresa tem que ter uma responsabilidade, um papel definido, precisa saber o que se espera dele e ele precisa entregar os resultados. 

Numa sociedade, não se decide sozinho: a opinião do outro sempre pesa, mesmo que ele tenha uma participação ou papel menor. O que se pode fazer, então?

A real é que, como em qualquer relacionamento, é preciso ser franco e transparente. Tem que chegar pra pessoa e, simplesmente, ser claro sobre o problema: “olha, tá acontecendo tal coisa na nossa empresa. Não tô gostando do jeito que isso está. Para mim, isso tinha que ser diferente”. Esse é o primeiro passo.

Eu tenho sociedades de empresas. Em várias delas, eu tenho investimento. Tenho sociedade com a Cris aqui na Viva Positivamente. Em algumas das empresas ela é sócia comigo, e em outras não. É normal que, com ela ou com algumas outras pessoas, de vez em quando aconteça algum impasse. Agora, como que eu faço? Se aparece um problema, algo que para mim não está legal, eu chego e sou direto. Digo: “olha, não estou gostando desse resultado. Do jeito como está, pra mim não serve. Então, a gente vai ter que mexer”. 

Como agir diante da resistência de um sócio

Isso é colocar o ponto de vista. É uma relação: coloca a tua dor, coloca a tua dificuldade. E aí você apresenta duas ou três soluções possíveis. A pessoa que não quer mudar tende a dar contra: “não, isso aqui a gente não vai fazer porque não funciona, por causa disso, disso e disso”. Essa ainda é uma questão de posicionamento. E está tudo bem. Eu estou apresentando uma dor, uma dificuldade. Estou falando de uma situação que, para mim, precisa mudar. Eu estou apresentando alternativas. Apresentei pelo menos três alternativas para meu sócio.

Se nenhuma servir, nós vamos fazer o seguinte: agora quem vai me trazer mais três alternativas é você, e a gente vai discutir agora. Se você não trouxer, a gente vai escolher uma das minhas alternativas. E a gente vai trabalhar em cima delas, porque precisamos fazer essa mudança. E aí tem uma coisa: ou você aceita e me ajuda a implementar essas mudanças, ou você simplesmente me dá carta branca para fazer e eu faço, com você concordando ou não. 

Entende o que você precisa fazer? É uma questão de postura. Coloca a dificuldade, coloca o que está te incomodando, coloca pelo menos três soluções, apresenta essas três soluções e deixa a pessoa te ajudar a escolher qual das três soluções é melhor. Se ela não concordar com nenhuma, então você passa a bola para ela: “você tem até tal dia para me trazer uma solução. Me traga uma solução diferente e me convença que a tua é melhor do que a minha, então a gente implementa a tua”. 

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A importância de se posicionar

Tudo é uma questão de postura. Tudo é uma questão da forma como você se posiciona quando há esse conflito envolvendo resistência do sócio a resolver problemas da empresa. Qual é o problema nesses casos? É que acaba virando uma guerra. Um diz que o outro não quer fazer nada, aí puxa a história lá de trás, vira discussão. Então ele acaba consentindo, simplesmente, e pronto, porque é uma relação antiga, talvez porque o sócio é o pai, é a mãe, é marido, é mulher, é irmão. 

Não pode! 

Uma empresa a gente tem que encarar como um negócio, e um negócio tem que ser levado a sério. A gente não pode simplesmente “engolir” o que nos impõem, aceitar as coisas porque a outra pessoa não quer. Eu já desfiz sociedade por causa disso, e é algo muito normal. “Não dá mais. Se você não aceita meu posicionamento, eu não aceito o teu, a gente não consegue trabalhar junto, tudo bem, vamos encerrar a sociedade. Vamos avaliar quanto é que vale a proposta para eu te pagar ou para você me pagar proporcional às cotas que a gente tem”. Simples assim. Negócios tem que ser encarados como negócios. 

É uma empresa! Uma empresa precisa dar lucro, precisa ter resultados. Uma empresa precisa garantir o teu padrão, precisa garantir o padrão do teu sócio, precisa garantir o sustento das famílias que estão ali. Não pode simplesmente levar na brincadeira, ficar engolindo e aceitar. Então o caminho é esse: ser transparente, apresentar tuas soluções, então ou o sócio aceita uma delas ou apresenta outras soluções e te convence que é dele é melhor. 

Conclusão

Enfim, ou o sócio te ajuda a resolver ou ele te dá carta branca para você resolver. É simples assim. Esse é o caminho para solucionar esse tipo de conflito com resistência de sócio. 

Meu forte abraço e eu desejo que você Viva Positivamente.

Fernando Campanholo

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