Será que é melhor ser o “chefe bonzinho” ou o “chefe mauzinho” com a equipe? Vou trazer dois casos, de dois mentorados que eu tive.

Chefe mauzinho: O terror dos funcionários
Chefe bonzinho vs.O primeiro caso era um varejo grande que tinha uma loja física, dividida mais ou menos assim: na parte de baixo, ficavam todos os funcionários: atendimento, compras, estoque, financeiro… Todos na parte de baixo. Na parte de cima, ficavam os chefes da empresa, que eram três. Eles chegavam de manhã cedo, pouco olhavam para a equipe, davam um bom dia meio seco, subiam lá para cima e lá ficavam. Dificilmente alguém entrava ali para falar com eles. Sabiam que não seriam bem recebidos. Se precisassem pedir para sair mais cedo para resolver uma coisa pessoal, propondo de compensar em outro momento, já sabiam, também, que a resposta seria não. Era sempre não.
Chefe bonzinho: Será que compensa?
O outro caso era o de uma distribuidora de materiais elétricos e hidráulicos. Nela, o que acontecia era exatamente o contrário: os dois donos eram perfeitamente flexíveis com a equipe. Se alguém não pudesse trabalhar tal dia, fosse faltar outro, tudo bem. Empresta dinheiro aqui, ajeita ali, é padrinho do outro lá. Ah, errou? Tá tudo bem. Roubou da empresa? Tá tudo bem.
Analisando as situações
Então, temos dois casos extremamente opostos: um “mauzinho” e um “bonzinho”. Qual deles será que está certo? O que aconteceu com o mauzinho? Os funcionários bons não ficavam na empresa, porque não gostavam de trabalhar lá. Quem ficava eram aqueles que não arrumavam outros empregos. Então, o “mauzinho” tinha um estresse muito grande com a equipe. No caso do bonzinho, o que acontecia era que muitas das pessoas abusavam dele. Além disso, os colaboradores que não se favoreciam costumavam ficar incomodados com essa situação toda.
Dois casos extremos.
Mas então, qual é o jeito certo de lidar com a equipe? No meu ponto de vista, não é nem ser bonzinho e nem ser mauzinho: é ser justo.
Quando a empresa tem poucos colaboradores, ceder em um momento ou outro é algo que se pode controlar, mas quando a empresa começa a crescer, como é que se gerencia isso? Como é que vai ceder para um e não para o outro? Então, o melhor jeito é já começar tendo regras e pondo elas para funcionar, não interessa o número de funcionários que você tem.
As pessoas estão ali entregando o seu tempo e resultados por um determinado salário. Quando acontece isso, a relação está equilibrada. Porém, quando isso não acontece, é um desequilíbrio: tanto quando você paga para pessoa e ela não entrega os resultados que você precisa, quanto quando ela não está fazendo o que deveria.
Se você tem uma gamificação com regras claras onde todo mundo entende o que tá acontecendo, tudo bem. Mas quando prevalece a questão da camaradagem, de quem é mais antigo, começa a se gerar um ambiente de desconforto tanto para o “bonzinho” quanto para o “mauzinho”.
Leia também: Para que sua empresa existe?
Mas então devo ser um chefe bonzinho ou mauzinho?
O ideal é que você leve a coisa sempre em equilíbrio. Portanto, deixe claro que a empresa tem um regulamento interno que deve ser seguido por todos. Pois onde você estabelece o que pode o que não pode e como serão o rito de punições e as recompensas. E, para que seja levado a sério, as regras têm que ser seguidas e não pode haver exceções.
Sendo assim, para escolher se é melhor ser um chefe bonzinho ou mauzinho, ser justo é o melhor caminho para que as pessoas possam entender que você dá oportunidades. Assim você permite que as pessoas cresçam e se desenvolvam. Mas isso sem você ser feito de bobo. Pense nisso.
Meu forte abraço e eu desejo que você viva positivamente.
Fernando Campanholo

Deixe uma resposta