O que eu Faria Diferente na Minha Primeira Empresa

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O que eu Faria Diferente na Minha Primeira Empresa…

o que eu faria diferente na minha primeira empresa
Fonte da imagem Canva Pro

Você já desejou que existisse uma máquina do tempo, ou talvez um poder mágico, enfim, algo que te permitisse voltar para o passado e corrigir alguma coisa que fez? Eu já. Houve um momento em que, mais do que em qualquer outro, eu desejei isso.

Na minha primeira empresa, eu me sacrifiquei demais. Eu abri as portas dela para poder ter um bom padrão e uma boa qualidade de vida. O padrão de vida eu logo tive. A qualidade de vida, porém, demorou para chegar.

Acontece que eu passei quinze anos de minha vida trabalhando catorze horas por dia. Ainda, eu tinha um filho pequeno nessa época. Quando a Cris, minha esposa, engravidou, eu jurei que não faltaria nada para esse filho.

Um Pouco da Minha História

A minha infância não foi de pobreza, mas também não chegava perto da abundância. Passei muita vontade. Apesar de eu estudar em escola particular, não tinha dinheiro para o lanche, ia com uma roupa mais ou menos, então os colegas mexiam comigo e com meu irmão.

Eu jurei, enfim, que para o meu filho ia ser diferente. E, graças ao tanto que trabalhei e me sacrifiquei em minha empresa, eu consegui: ele estudava numa ótima escola, se vestia bem. Qualquer atividade que ele quisesse fazer, qualquer coisa que ele me pedisse, eu dava – claro que não fácil demais, para não mimar. E eu sabia que eu estava dando para ele aquilo que não tive.

Um Momento que me Marcou Profundamente

Mas houve um momento que me marcou. Quando ele já tinha uns dez anos de idade, e eu já não era mais um apagador de incêndios, a gente foi conversar. Eu lhe pedi: “Brunno, o que foi que o pai te deu que mais te deixou feliz na tua infância?” A resposta dele cortou meu coração: “pai, você me fez mais feliz no dia que teve a festa junina na escolinha e você foi comigo e ficou a tarde inteira”.

E o videogame?Os carrinhos? E a bicicleta? Nada daquilo – o que mais marcou foi o dia que eu estive na escolinha.

Eu perguntei: “por que isso te marcou, filho?” A resposta foi: “porque foi a única vez que você foi comigo numa atividade assim, pai”.

Enfim, foi aí que eu revivi o meu passado e me dei conta que era esse o caso, mesmo. Eu não tinha tempo para ele.

O que eu Faria Diferente na Minha Primeira Empresa?

Mas o pior de tudo isso é que não foi porque eu quis que eu fui com ele na escolinha. Eu fui porque a mãe dele não pôde. Simplesmente, eu não podia participar da vida dele: eu sabia que, se eu fizesse isso, algo na empresa iria parar de funcionar. Porque assim era a minha vida de empresário na época. 

E o que eu teria feito de diferente nessa época? Eu costumava investir muito em aprender. Mas o que eu aprendia era a ser um profissional – no caso, no ramo da minha empresa, que era o de sistemas de gestão. Eu aprendia sobre linguagem de programação, sobre técnicas de implantação, de vendas…

Ou seja, não mudou nada de quando eu trabalhava para alguém para quando eu abri meu CNPJ.

Então, o que eu teria feito de diferente? Eu teria me qualificado para ser um empresário melhor.

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O que eu Faria Diferente na Minha Primeira Empresa: Conclusão

Porque ser empresário é ganhar dinheiro, mas não pode ser só isso. Também é aproveitar o dinheiro que ganha, poder viver a vida. Ter dinheiro e não poder estar com a família não faz sentido nenhum. 

Então, se eu pudesse voltar no tempo, eu investiria em me qualificar em gestão, em criar processos na empresa, em comprometer as pessoas, em qualificar a equipe, para, assim, dar mais qualidade de vida, não só para mim e minha família, mas também para a minha equipe.

Então, o que eu quero é que você cumpra o seu propósito como empresário: tenha uma empresa forte, desenvolva sua equipe, desenvolva sua comunidade, mas acima de tudo que você tenha momentos especiais com a sua família. Pensa nisso.

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Meu forte abraço e eu desejo que você Viva Positivamente.

Fernando Campanholo.

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