O Medo de Ousar é o que Pode estar Travando sua Empresa de chegar onde você deseja…

Quando eu abri a minha primeira empresa, no ano de 1995, eu era programador de computador, analista de sistemas, e meu perfil era totalmente técnico: de baixar a cabeça na frente do computador e programar. Isso era o que eu gostava de fazer, e era o que eu sabia fazer.
Só que, quando eu abri essa empresa, eu me deparei com uma dura realidade: que eu não tinha estrutura – o dinheiro que eu e a Cris tínhamos era o da nossa rescisão. Então a gente fazia os sistemas e precisava que eles fossem vendidos. Mas quem precisava vender era eu e a Cris, é claro, já que não tinha outras pessoas na empresa.
Como o Medo me Impedia no Início
Naquela época não tinha internet, nem redes sociais. A estratégia de venda era bater na porta das empresas e oferecer.
O que aconteceu? Eu fiz muito isso: andava de gravata, com maleta e pastinha, e ia lá visitar clientes. Só que o seguinte: eu passava em frente a lojas que eu queria visitar, me decidia a ir falar com o dono, mas, quando eu chegava na porta, eu congelava. Na maioria das vezes, o que eu fazia era ir embora.
Por uns dois meses, eu fiz isso: saía para fazer visitas, pondo por objetivo umas 5, e chegava de volta sem ter visitado nem sequer uma empresa. Não conseguia. O medo me travava.
O Quanto o Medo nos faz perder?
Até que um dia eu conheci um empresário, meio por acaso, e, no meio da conversa e de um jeito bem amador, eu ofertei para ele. Acabou que eu fechei negócio. Foi ali que eu me dei conta do quanto que eu perdi por causa do medo, do quanto que eu deixei de vender por causa do medo.
E foi assim que, mesmo com medo, eu comecei a criar coragem de ir bater na porta das empresas. Obviamente que uns me diziam não, outros diziam sim. Mas o ponto é: o pior que me acontecia era as pessoas me dizerem não. Ninguém me enxotou, ninguém me bateu. Mas alguns disseram sim e negociaram comigo.
Então eu me dei conta de que aquele medo grande que eu tinha não fazia o mínimo sentido. Ele simplesmente me impedia de fazer o que eu tinha que fazer.
Desde então, todas as manhãs quando acordo eu me faço a seguinte pergunta: o que eu faria hoje se eu não tivesse medo? Que, aí, eu começo a elencar atividades que eu faria e as razões por que eu tenho cada um desses medos. Eu me pergunto o que pode acontecer de errado. Mas depois eu penso: se esse pior cenário vier a acontecer, como é que eu corrijo isso?
Agora, para pra pensar: quantas vezes você teve medo que algo acontecesse, e quantas dessas vezes isso realmente aconteceu? No fim das contas, poucas vezes acontece aquilo que a gente tem medo.
Como vencer o Medo na sua Empresa
Então, assim: é importante, sim, eu pensar no pior e em como resolver esse pior. Mas você também tem que pensar no seguinte: Qual é o melhor que pode acontecer? E se der certo? E se der um resultado melhor do que eu imagino?
Já aconteceu isso com você, de você fazer algo que tinha medo e o resultado vir ainda melhor do que você esperava?
Então, veja bem: quando eu pergunto para mim de manhã cedo “o que eu faria se eu não tivesse medo?”, eu já projeto os motivos dos meus medos, os resultados bons que eu posso ter se fizer e os riscos que eu tenho.
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Conclusão
E eu acredito mesmo que ser um empresário de verdade é saber correr riscos. Claro: riscos calculados, que é justamente quando você pondera os piores e os melhores cenários que podem acontecer e como lidar com cada um deles.
Quando a gente calcula o risco, a gente faz diferente. Se você olhar para a história daqueles empresários que tiveram sucesso e for comparar com a dos que estão na mesmice, apagando incêndio, lutando pela sobrevivência, lutando para comprometer a equipe, você vai notar que os que têm sucesso de verdade fizeram diferente, ousaram, experimentaram.
Muitas vezes eles erram, claro. Mas muitas vezes eles acertam. Porque eles se permitem.
Então eu quero deixar esta reflexão com você. Se pergunte todos os dias: o que eu faria hoje se eu não tivesse medo? Pensa nisso.
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Meu forte abraço e eu desejo que você Viva Positivamente.
Fernando Campanholo.

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