É essa pergunta que eu faço para mim mesmo na hora de tomar decisões arriscadas.

Há alguns anos, eu já tenho o hábito de investir, por exemplo, em ações, títulos e fundos de investimento. Com isso, aprendi uma grande lição para o mundo empresarial.
Uma Grande Lição sobre Decisões Arriscadas
A lição foi: quanto maior é o risco, maior é a chance de ter um retorno alto.
Por exemplo, colocando o dinheiro na poupança, você sabe que não vai perder. Em contrapartida, o rendimento é lá embaixo. Já com os fundos que têm um risco extremamente alto, é possível perder todo o dinheiro investido. Porém, há uma boa chance de um alto retorno. Então, quanto maior o risco, maior o ganho possível.
Na empresa, é exatamente igual: quanto mais ousado é o que você se propõe a fazer, maior é a probabilidade de isso te dar um retorno muito grande.
Por exemplo, quando Mark Zuckerberg criou o Facebook, havia um risco enorme de que algo desse errado. Aconteceu, no entanto, de dar muito certo. O mesmo aconteceu com Google, Microsoft, Apple… Claro, outras empresas também tentaram e não deram certo, ou pelo menos não nesse nível. Mas o ponto é a probabilidade que se pode ter de um retorno alto.
Uma Breve Comparação
Vamos fazer uma pequena comparação para entender mais sobre decisões arriscadas.
Imagina que você olha uma praia com um grande fluxo de gente mas sem nada para vender. Aí você decide abrir uma barraca de água de coco. O risco nisso é quase zero: alguém sempre vai comprar seu coco, e o investimento é baixíssimo. Mas você não vai ficar rico vendendo água de coco. Não apenas você não conseguirá criar uma rede de lojas de água de coco, como também terá dificuldade em se desvincular e deixar de estar presente o tempo todo.
Agora, se você, em vez disso, abrir um negócio que vá distribuir coco para essas barraquinhas, aí já vamos estar falando de um investimento um pouco mais alto, envolvendo estoque, logística, vendedores, e mais arriscado, porém também de um retorno maior. Assim você já vai conseguir estruturar uma equipe e tocar outros negócios que não dependam de você – desde que você desenvolva uma empresa inteligente.
Ainda, você poderia pegar esse mesmo coco e abrir uma indústria, talvez até para engarrafar água de coco e vender para supermercados. O investimento e o risco são bem mais altos, porém a chance é de um retorno também muito maior.
Você entende a equação? Quanto mais raro aquele negócio, maior o risco, porém maior a probabilidade de retorno. Quanto mais gente faz aquilo, menor o risco, porém menor o retorno.
Vamos Continuar Pensando…
O mesmo vale para a equipe: pode ser que você tenha muita gente na equipe, mas que você precise ficar cobrando ou até mesmo tendo que resolver demandas e trabalho malfeito de outras pessoas. A alternativa sem risco é você mesmo ficar até mais tarde e nos finais de semana fazendo o que precisa ser feito, ou então contratar aquelas pessoas que você acha ‘super competentes’. Porém, a probabilidade de retorno também é muito baixa.
A outra opção é se capacitar, organizar seus processos e contratar não gente ‘super competente’, mas sim gente que você possa preparar, que aceite o modo de funcionar da empresa, a cultura dela. O investimento – de tempo e dinheiro – nessas pessoas é mais alto, o risco também. Mas a lógica é a mesma: a probabilidade de retorno cresce e muito.
Quanto maior o risco, maior a chance de um alto resultado.
Agora, como é que eu analiso se vale a pena tomar certas decisões arriscadas ou não? Eu faço a seguinte pergunta: “o que de pior pode acontecer?”.
Se, por exemplo, eu investir 300 mil numa empresa, o que de pior pode acontecer? Eu perder esse dinheiro. Se eu invisto em um curso para mim, qual é a pior situação possível? Também, eu botar o dinheiro investido no lixo.
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Considerações Finais Sobre Decisões Arriscadas na Empresa
Feita essa pergunta, eu passo para uma segunda: “se esse pior vier a acontecer, eu vou me prejudicar com isso? Vai comprometer meu dia a dia, o da minha família, o meu caixa? Como é que eu posso, então, reverter essa situação?” Então eu começo a criar planos B.
Mas a pergunta central sempre é: “o que de pior pode acontecer?” E essa pergunta é libertadora, porque com ela você cria o pior cenário na sua cabeça, já pensa em se e como ele pode te comprometer e já lida de antemão com ele. Talvez de outra forma você só enxergasse o lado positivo dessa opção. Então, você enxerga a situação de outro modo.
Do outro lado da moeda, essa pergunta te ajuda também a pensar melhor em uma situação que, talvez, você só esteja adiando porque acha que é uma catástrofe muito maior do que realmente é. Não é raro a gente deixar de tomar decisões um pouco arriscadas por causa de um detalhe, que às vezes nem chega a acontecer.
Qualquer decisão complicada, que te põe em xeque, seja uma decisão de maior risco ou não, mas que você acha importante, se pergunte: “o que de pior pode acontecer?” Pensa nisso.
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Meu forte abraço e eu desejo que você Viva Positivamente.
Fernando Campanholo.

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